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PROJETO EXPERIMENTAL DE
FORNO SOLAR TIPO CAIXA FEITO COM EMBALAGENS TETRA PAK

IMPORTANTE: Veja também Segurança alimentar e cozimento solar (Fonte: http://solarcooking.org/portugues/foodsafety-pt.htm)
Muitas informações podem ser encontradas no site
The Solar Cooking Archive em Português

MANUAL DE CONSTRUÇÃO
Versão 1.0

A SEGUIR VEJA O 1° PROTÓTIPO DO PROJETO EXPERIMENTAL PARA TESTES DO
FORNO SOLAR FEITO COM MATERIAIS RECICLÁVEIS COMO:
EMBALAGENS TETRA PAK, MADEIRAS, PAPEIS SUFITs, CHAPA DE METAL, ETC.

O estado atual desse projeto se encontra assim:

A idéia é fazer um forno com:

- duas opções de portas. Uma será a própria tampa de vidro. e a outra será uma pequena porta frontal.

- opção de usar refletores laterais dentro do forno com placas de Tetra Pak (ou chapas de madeira bem finas e resistentes - talvez a fórmica) revestidas com papel alumínio, ou pintadas de preto fosco ou preto brilhante. essa opção poderá servir para definir qual ou quais revestimentos internos são ou não eficientes.

- opção de colocar uma cuba de alumínio (feita com chapas usadas em gráficas) ou outro metal apenas encaixada dentro do forno. Mais bons testes será possível fazer com essa opção.

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O objetivo dessa porta frontal será de oferecer a opção de mexer (rapidamente) na comida dentro da panela sem perder muito calor.

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Essa portinha está dimensionada par passar uma panela de tamanho médio. Assim pode-se ter uma boa opção para cozinhar uma grande variedade de refeições.

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A chapa metálica que vai ficar no fundo do forno, eu fiz cortando a tampa de um gabinete de computador antigo - essa é mais uma boa opção de reciclagem.

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Os pesinhos fiz com pedacinhos de cabo de vassoura - mais reciclagem.

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O enchimento das paredes laterais fiz com papel sufit (± 500 folhas usadas) picado em tiras e muito bem amassadas.

As paredes externas são com as embalagens Tetra Pak coladas com cola de contato.

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Mais algumas etapas feitas. Terminei os fechamentos laterais e inferior, instalei as dobradiças da tampa superior e as alças laterais.

Embaixo da tampa superior, colei tiras de forração e depois passei uma camada de silicone para melhorar a vedação. Isso não ficou muito bom, as pequenas envergaduras das madeiras não permitiam que ouve-se uma perfeita vedação. Então, para resolver isso, retirei as tiras de debaixo da tampa e colei tiras de espuma de ± 1cm de espessura. Agora parece que ficou bom.

Na tampa superior, nos encaixes para os vidros, também colei tiras de forração para depois passar o silicone para apoiar (colar) os vidros. Veja detalhes mais adiante.

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Comprei os dois vidros (4mm) por R$ 40,00, e um tubo de borracha de silicone (280g Brascoved construção) por R$ 17,00.

O vidro poderia ser mais fino (talvez 3mm). A colocação com o silicone sobre as tiras de forração ficou bom. Após a colocação do vidro sobre o silicone, fiz uma moldura com uma camada bem grosa sobre toda a volta do vidro. Do lado de baixo, coloquei preguinhos e mais silicone.

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Por último, fiz a tampa refletora com uma chapa de Duratex, papel alumínio e tiras de madeiras de 2cm2 para fazer a moldura.

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25/08/2008 - Pronto. Forno terminado. Agora só preciso esperar o sol bater no quintal para iniciar junto com a cozinheira (minha esposa) as 1001 experiências possíveis para a preparação das comidas.

Forno Solar construído com materiais recicláveis

Sentindo dificuldade na locomoção e acesso ao forno, resolvi fazer um suporte com rodas. Para isso usei alguns cabos de vassouras, sarrafos madeiras, parafusos e rodas de carrinho de feira. Ficou uma montagem bem simples e muito prática.

IMPORTANTE: NUNCA suba ou desça escada ou degraus com esse suporte/carrinho e o forno encima. Peça sempre ajuda de outra pessoa para levantar e transportar o forno e o carrinho junto. Esse suporte/carrinho é apenas para locomover o forno no terreno plano.

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Percebendo que precisava melhorar o índice de insolação sobre o forno, acrescentei mais um refletor.

Após algumas experiências, pude perceber que dependendo do horário o melhor local para o novo refletor pode ser sobre o refletor original, ou na parte frontal do forno. Veja fotos ao lado.

Isso para a época que estamos agora (início da primavera - 10/2008). É bem provável que no verão outras posições para esse novo refletor podem ficar melhor, mais eficientes.

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Minhas primeiras conclusões: Baseado nos primeiros testes, já posso seguramente tirar algumas conclusões:
 1- cozinhar em um forno solar é completamente diferente de cozinhar em um fogão comum.
 2- para cada tipo de alimento é necessário seguir regras específicas.
 3- nem todos os tipos de alimentos são possíveis de ser cozidos nesse modelo de forno solar.
 4- o forno solar só funciona bem para cozinhar alimentos se tiver muito sol (céu totalmente aberto).
 5- procurar saber as previsões climáticas pode ajudar muito na próxima tomada de decisão para cozinhar esse ou aquele alimento bem como as quantidades.
 6- para ter bom aproveitamento solar, é necessário ficar direcionando o forno para o sol no mínimo de meia em meia hora.
 7- instalar um termômetro pode auxiliar muito nas decisões de colocar, examinar ou retirar os alimentos de dentro do forno.
 8- é imprescindível o uso de luvas térmicas; de preferência com punhos longos.
 9- tem que se habituar com as tampas e cabos das panelas extremamente quentes. Nunca pegá-los sem o auxílio de luvas ou pano de prato.
 10- o forno solar é muito bom para esquentar a refeição para o almoço (em dias ensolarados).
E vamos aos testes e mais testes.............. e assim que for possível darei início a construção de um modelo mais simples, e provavelmente mais eficiente.


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